Miles Davis é um dos nomes mais importantes da história do jazz e sem dúvida o mais camaleónico de todos eles. Marcou com o seu génio diversas fases da música afro-americana, desde os anos 1940 até ao final da década de 1980. Bebop,cool, hard-bop, jazz modal, jazz-rock, e mesmo aventuras com as electrónicas foram campos de exploração de Miles Davis.
Integrou uma linhagem de trompetistas de jazz, que começou em Buddy Bolden e que depois evoluiu com King Oliver, Louis Armstrong, Roy Eldridge e Dizzy Gillespie. Apesar de tudo, nunca foi considerado como um músico tecnicamente muito dotado, sendo sobretudo conhecido pelo seu estilo minimalista e sussurrado.
Discos como “Birth of the Cool”,“Kind of Blue” ou “Bitches Brew” – representativos de diferentes períodos do seu percurso – são verdadeiros testemunhos da relevância da sua arte.
Miles soube sempre estar à frente do seu tempo. Nunca teve reservas em experimentar novos terrenos, em fundir a sua música com outras. E foi pela sua mão que se tornaram conhecidos muitos dos nomes que viriam a marcar a segunda metade do século XX: John Coltrane, Wayne Shorter, Sam Rivers, Keith Jarrett, Herbie Hancock, Chick Corea, Joe Zawinul, George Coleman, Kenny Garrett, Tony Williams, John McLaughlin, entre muitos outros.
António Branco
Sessão Aberta 4
26-Jan-2010
SESSÃO ABERTA 4
CRBA (Beja), Auditório Prof.ª Ernestina Pinheiro
28 de Janeiro de 2010, 21h30
Dando continuidade às
actividades do seu Clube de Jazz, o Conservatório Regional do Baixo
Alentejo (CRBA) organiza mais uma Sessão Aberta.
Nestas Sessões Abertas,
os participantes no Clube são convidados a partilhar – ao jeito de
tertúlia – a sua própria selecção de discos, DVD´s, livros ou outro
material relacionado com o jazz.
Como objecto central,
está reunir os apreciadores do jazz e contribuir para a troca de
conhecimentos e experiências sobre estas temáticas.
António Branco
Jazz.pt n.º 28 já disponível
16-Jan-2010
Já está nas bancas o n.º 28 (Janeiro/Fevereiro2009) da revista Jazz.pt, a única revista portuguesa de jazz e a publicação regular sobre jazz em Portugal com maior longevidade.
A
Jazz.pt é propriedade do JACC – Jazz Ao Centro Clube (com sede em
Coimbra), tem como Director Pedro Rocha Santos e como Editor Rui Eduardo
Paes. O grafismo está a cargo do atelier Ideia Ilimitada.
Neste número, destaque para as listas dos Melhores de 2009, nas categorias de melhores discos internacionais, melhores discos nacionais, melhores reedições, melhores concertos, músico do ano e acontecimento do ano. Realce igualmente para o rescaldo de diversos festivais: Guimarães Jazz, Seixal Jazz, Angrajazz, Jazzores (Ponta Delgada), entre outros.
Na secção “Às Escuras” o músico brasileiro Hermeto Pascoal é sujeito ao habitual blindfold test. As entrevistas desta edição são com o veterano pianista norte-americano Dave Burrell e com o promissor baterista português João Lobo.O Perfil é o do jovem saxofonista Desidério Lázaro.
Espaço ainda para as habituais rubricas “Carne Viva”, “New York Is Now”, “Jazz Bridges”, “A Estante do Miguel” e “Ponto de Escuta” (crítica de discos), entre outros motivos de interesse.
O preço de capa da revista é de € 5,00.
A assinatura da revista podeser efectuada enviando um e-mail para:
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
.O site da revista é www.jazz.pt.
António Branco
O Jazz na Comunicação Social em Portugal
02-Jan-2010
O JAZZ NA COMUNICAÇÃO SOCIAL EM PORTUGAL
Auditório Prof.ª Ernestina Pinheiro, CRBA (Beja)
14 de Janeiro de 2010, 21h30
O jazz começou a chegar a Portugal em meados dos anos 1920, com a vinda de músicos e companhias norte-americanas em digressão pela Europa. Este género musical desde logo captou a atenção de jornalistas e articulistas portugueses, surpreendidos com o vigor e o impacte dos frenéticos ritmos de origem afro-americana. Geralmente, porém, esses artigos não pretendiam informar os leitores sobre a génese e as características destas músicas, mas sim denegri-las e ridicularizá-las, em artigos dominados pelo sarcasmo e pelo desdém. Mas houve excepções...
Só na década de 1940 é que, pela mão de pioneiros como Luís Villas-Boas e Manuel Guimarães, entre outros, o jazz começou a ter alguma visibilidade ea ser tratado com seriedade nos órgãos de comunicação social. Mais tarde, progressivamente, divulgadores como Manuel Jorge Veloso e José Duarte, entre outros, difundiram o jazz na imprensa, na rádio e na televisão. No final dos anos 1990, o jazz chega à internet e, no inicio do século XXI, aos blogues e às redes sociais.
Ao longo desta sessão pretende-se, em suma, traçar um breve historial e reflectir em torno da forma como o jazz foi tratado pelos vários meios de comunicação social em Portugal, desde meados os anos 1920 até aos nossos dias. No final da sessão será aberta uma fase de discussão, em que os participantes poderão intervir.
António Branco
Sessão Fonográfica 1
30-Out-2009
SESSÃO FONOGRÁFICA 1
CRBA (Beja), Auditório Prof.ª Ernestina Pinheiro
12 de Novembro de 2009, 21h30
KEITH JARRETT - "THE KOLN CONCERT"
Dando continuidade às suas actividades, o Clube de Jazz do Conservatório Regional do Baixo Alentejo dá agora início a um ciclo de Sessões Fonográficas onde pretende abordar alguns dos mais importantes marcos discográficos da história do jazz.
Nesta primeira Sessão as atenções estaraão centradas no disco "The Koln Concert" do pianista norte-americano Keith Jarrett, gravado ao vivo na Ópera de Colónia em Janeiro de 1975 e editado pela alemã ECM.
Trata-se de uma gravação a solo de peças totalmente improvisadas, sem qualquer planeamento prévio. É o disco a solo mais vendido de todos os tempos e um dos mais bem sucedidos álbuns de jazz de sempre (com mais de 3,5 milhões de cópias vendidas). Apesar dos contratempos, a actuação do pianista foi entusiasticamente recebida (como é, aliás, audível, na gravação) e o disco que dela resultou foi aclamado também pela crítica especializada.
Uma das características mais importantes do concerto é a verdadeira genialidade do pianista, capaz de produzir – em tempo real – longas deambulações improvisadas – ora densas e repetitivas, ora contemplativas e atmosféricas – a partir de motivos simples (um ou dois acordes). A qualidade da música produzida é de tal magnitude que seria fácil admitir que as peças tivessem sido meticulosamente escritas anteriormente. É uma das mais extraordinárias obras improvisadas da história da música.