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Pró-Arte…
De todo um percurso que veio a culminar com a existência do Conservatório Regional do Baixo Alentejo, alguns importantes factos se foram verificando ao longo do tempo no domínio do ensino e da divulgação da música em Beja, factos que constituíram passos importantes para que com o passar do tempo, pudesse surgir nesta cidade a realidade institucional que oficiosamente se pudesse dedicar ao ensino artístico e não somente ao ensino da música.
Na raiz do gradual processo de valorização cultural de Beja no âmbito da arte dos sons, residiu o facto de na cidade, e desde 1939 ter existido uma professora diplomada para a leccionação da música. À Professora Ernestina Santana de Brito Pinheiro, encontram-se ligadas circunstâncias e decisões que possibilitaram um continuado percurso no sentido da institucionalização de uma escola de artes.
De facto, aquando de uma apresentação anual dos seus alunos do ensino particular para exames no Conservatório Nacional, em Lisboa, o Professor Ivo Cruz, então seu director, solicitou à Prof. Ernestina Pinheiro que iniciasse diligências em Beja no sentido de ser criada uma delegação da Pró-Arte, instituição que estava a ser alargada para todo o país e que, com o apoio da direcção central, tinha por finalidade levar à província os concertos que habitualmente só eram proporcionados ao público de Lisboa e Porto. Em 1955 é então constituída a delegação da Pró-Arte em Beja que durante os 18 anos da sua actividade organizou e promoveu 180 concertos com a participação de grandes artistas nacionais e estrangeiros
Academia de Música do Centro Cultural de Beja…
Extinta a Direcção Central da Pró-Arte, que condicionou o desaparecimento das delegações espalhadas pelo país, foi fundado, em 1980 o Centro Cultural de Beja, por iniciativa da Professora Ernestina Pinheiro e seu marido, Dr. Augusto Luís Henriques Pinheiro.
À Professora Ernestina Pinheiro, única Professora diplomada para o ensino da música em Beja, se deve a iniciativa da criação da Academia de Música do Centro Cultural de Beja. Impossibilitada de responder a todas as solicitações para ensinar crianças e jovens, e pensando que tal situação não podia continuar porque dela resultava o prejuízo para todos quantos desejavam aprender a Arte dos Sons, a Professora Ernestina Pinheiro faz sentir à então Direcção do Centro Cultural de Beja a necessidade e urgência de ser criada uma escola de música que assim passou a ser o objectivo principal da associação.
Tomadas todas as diligências no sentido de colocar em funcionamento a Academia de Música, a então Direcção Geral de Acção Cultural concedeu, em regime de comodato, ao Centro Cultural de Beja, para que pudesse ter inicio uma escola de música, alguns instrumentos Orff e um Piano.
É na década de oitenta que a Professora Ernestina Pinheiro dá inicio às primeiras lições de música a título benévolo, numa sala do Magistério Primário de Beja, para uma turma de crianças. Por impossibilidade da continuação das actividades no magistério, a Professora continuou o ensino na sua própria casa, de forma gratuita e em regime de prestação benévola. Esta situação depressa se resolveu graças à cedência pela Câmara Municipal de Beja, de várias dependências na Casa da Cultura. Com o subsídio atribuído pela Direcção Geral de Acção Cultural foi possível a contratação de mais dois professores, para fazer face ao crescente número de alunos.
Em 1988 o Ministério da Educação concedeu à Academia de Música do Centro Cultural de Beja a autorização provisória de funcionamento para o ensino básico da música, tendo sido aprovada a sua direcção pedagógica sob a presidência da Prof. Ernestina, bem como o seu corpo docente então já com sete professores. È também neste ano que começa a funcionar um curso de Dança em regime experimental e com uma Professora superiormente qualificada.
Em 1993 foi concedida à Academia de Música do Centro Cultural de Beja a autorização definitiva de funcionamento para o ensino básico e para o ensino secundário de música.
Em todo o trabalho pedagógico desenvolvido na Academia de Música tiveram papel preponderante, para além da professora Ernestina Pinheiro, também a Prof. Ana da Conceição Correia Domingues e a Prof. Antónia Maria Fialho Rosa Mendes Pereira.
Conservatório Regional do Baixo Alentejo …
O Conservatório Regional do Baixo Alentejo surge com o objectivo de poder dedicar-se ao ensino de várias artes para além das que vinha leccionando. A escritura pública de constituição da Associação que dá forma ao Conservatório Regional do Baixo Alentejo e que sucedeu à Academia de Música do Centro Cultural de Beja, teve lugar a 16 de Março de 1995 no Auditório da Biblioteca Municipal de Beja, com a presença de todos os Sócios Fundadores. Até 1999 associaram-se a este projecto a Câmara Municipal de Almodôvar, Moura, Odemira e Sines. Actualmente o Conservatório tem 16 Associados. No ano lectivo 1996/1997 o Conservatório inicia a sua actividade lectiva, com autorização do Ministério da Educação.
Dada a precariedade e insuficiência de instalações que pudessem responder condignamente ao aumento da população escolar, o Conservatório adquire um edifício de construção de raízes medievais em degradação no Centro Histórico da Cidade de Beja. Com a contribuição dos fundos comunitários o edifício foi projectado e reconstruído para acolher uma população escolar de 400 alunos. Em 2003 a sede do Conservatório passa para o nº 45-46 da Praça da República em Beja.
Prosseguindo uma política de expansão que permita levar o ensino artístico a outras vilas e cidades desta região, o Conservatório criou as secções de Moura e Castro Verde, a funcionar em imóveis cedidos pelas respectivas Câmaras Municipais.
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